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Rúben Rodrigues, o novo rei de Santa Maria


Rúben Rodrigues/Estevão Rodrigues venceram o XLII Rallye Além Mar Santa Maria

A 42.ª edição do Rallye Além Mar de Santa Maria teve como seus vencedores absolutos a equipa composta por Rúben Rodrigues e Estevão Rodrigues (Skoda Fabia Rally2 Evo, AutoAçoreana Racing) que, no computo das dez provas especiais de classificação que compuseram o itinerário da prova, foram os mais rápidos, acumulando o tempo final de 41:24,6, quebrando dessa forma a hegemonia de vitórias que vinham sendo obtidas por Luís Miguel Rego. Rodrigues venceu todas as provas especiais de classificação com exceção feita a Santa Bárbara/Monteiro 1, somando por isso vitória na prova e obtendo pontuação máxima.


A correr o “seu” rali, conhecido que era o domínio de Luís Miguel Rego, navegado por Jorge Henriques, na denominada “ilha do sol”, o piloto do Team Além Mar viu a sua corrida começar menos bem ao começar o primeiro dia com um atraso para os vencedores de 1,8 segundos, pese embora, essa diferença fosse normalmente recuperável. Acontece, porém, que, com as primeiras especiais da manhã, cedo se percebeu de um maior domínio por parte dos vencedores e de alguns problemas com a escolha de pneus, mas também com a temperatura alta que se fez sentir na ilha. Rego ainda deu um “ar de sua graça” ao vencer a primeira passagem por Santa Bárbara/Monteiro 1, deixando antever que até poderia vencer a powerstage, mas tal não veio acontecer. Concluiu o “seu” rali de Santa Maria no segundo posto, distando 16,6 segundos dos vencedores.


O terceiro posto final ficou pertença de Bruno Amaral/Cristiano Queiroga, a outra formação inscrita pelo Team Além Mar, com o piloto do Ford Fiesta R5 a ser constante na luta pelo lugar mais baixo do pódio, o que conseguiu alcançar, distando dos vencedores 2:11,9. Amaral e Queiroga tiveram um primeiro dia mais contido, mas o arranque do dia de sábado também não foi melhor. A partir do parque de assistência da manhã, foi possível acertar o Fiesta e a partir daí só deu Amaral/Queiroga pelo lugar mais baixo do pódio de cada prova especial.


Na powerstage, disputada na derradeira prova especial do itinerário do rali, Santa Bárbara/Monteiro 2, foram Rúben e Estevão Rodrigues os mais rápidos, somando três pontos extra, seguindo-se-lhes, Luís Miguel Rego/Jorge Henriques, que acumulam mais dois pontos, e Bruno Amaral/Cristiano Queiroga, a quem cabe o solitário ponto pelo terceiro lugar mais rápido.


A fazer recordar tempos idos, a contenda pelo lugar mais baixo do pódio passou por duas equipas a tripular viaturas RC2N, ou, como antigamente se chamava de Grupo N. Rui Borges/João Melo (Mitsubishi Lancer Evo IX) e Filipe Pires/Vasco Mendonça (Mitsubishi Lancer Evo X) foram os protagonistas de serviço, certo que disputa entre os dois foi um enorme ponto de animação da tabela de classificação, na primeira parte do rali. Depois, sobressaiu a grande rodagem que Rui Borges detém, fruto de um programa intenso de participações em ralis disputados em Portugal continental, que permitiu que o micaelense levasse a melhor sobre o madeirense, e assim conquistasse o quarto posto final com menos 1:07,1 que o seu mais direto adversário.



Bruno Tavares/André Seabra dominaram as duas rodas motrizes em Santa Maria

Na luta pelas duas rodas motrizes, expetativa existia sobre como abordaria o rali Filipe Marques/Edgar Silva (Peugeot 208 R2), atual líder da classificação da competição e vencedor das três anteriores provas do campeonato, frente a Bruno Tavares/André Seabra (Citroen C2 R2 Max) cuja tática para contrariar Marques/Silva era desconhecida, e também frente aos pilotos locais Max Salvador/João Valente (Citroen C2 GT) e Carlos Teodoro/Rodrigo Moura (Peugeot 208 Vti), já para não falar de Carlos Andrade/Paulo Jesus, no Renault Clio R3, que são os atuais terceiros classificados do campeonato.


Acontece que Bruno Tavares decide “assumir a despesa” e é o mais rápido na quase totalidade das provas especiais, sendo apenas surpreendido pelo continental Celso Moura, acompanhado por Carlos Nunes num “super vitaminado” Peugeot 205 Rallye, na prova especial 4, Praia/Loural 1, e por Filipe Marques, nas duas passagens por Picos/Forno (PEs 7 e 9). No final das contas, foram mesmo Tavares e Seabra a vencer o rali, nas duas rodas motrizes e a concluir em 6.º da geral, sendo seguidos por Filipe Marques/Edgar Silva, que somaram mais 8,4 segundos que o vencedor. O lugar mais baixo do pódio das duas rodas motrizes ficou pertença de Celso Moura, que somou mais 59,2 segundos que Tavares. Justiça seja feita à participação de Max Salvador/João Valente que, até ao abandono em Picos/Forno por uma avaria no Citroen, estavam a dar imensa luta pelo lugar mais baixo do pódio das duas rodas motrizes. Carlos Andrade e Paulo Jesus fizeram novamente um rali em crescendo, com o seu habitual Renault Clio R3, concluindo o rali no nono posto final.


Autor de um aparatoso acidente em 2022, Carlos Teodoro, neste rali acompanhado por Rodrigo Moura, fizeram ver na sua participação que não esqueceram o que se passou no ano passado, mas ainda assim foi “delicioso” ver o endiabrado Peugeot 208 VTi a rolar em Santa Maria e a fazer o gosto aos muitos entusiastas que emolduraram as estradas marienses.


Concluiram este rali 29 das originais 43 equipas inscritas. A classificação final da prova poderá ser consultada, em detalhe, em https://clasif.anube.es/gen/?rallyId=93.


A próxima prova do Campeonato dos Açores de Ralis é o 45.º Além Mar Rali Ilha Lilás, que se disputará na ilha Terceira, entre 29 e 30 de setembro, pela mão do Terceira Automóvel Clube.

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